Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim
pesquisaescolar@fundaj.gov.br
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Na época do
descobrimento do Brasil, os nativos brasileiros andavam nus. Foi assim que os
colonizadores portugueses os encontraram. Trajes e adornos eram usados
geralmente em ritos e comemorações, como o são até hoje em diversas tribos,
principalmente as mais isoladas.
As vestimentas
foram introduzidas aos costumes indígenas pelo colonizador português. A partir
do contato com a chamada “civilização”, os índios foram adotando a roupa dos
homens das cidades.
Atualmente, o
vestuário dos índios está relacionado com o clima, a natureza seus ritos e
festas. Há tribos que, mesmo tendo adotado o uso de roupas, seus componentes
ficam nus em solenidades especiais.
Por ser o
Brasil um país tropical de clima quente, a maioria dos índios usa pouca roupa a
maior parte do tempo. Algumas tribos, que estão na fronteira brasileira mais
próxima das correntes originárias da cordilheira dos Andes, usam uma espécie de
bata a cushmã, tecida pelas índias, nos períodos mais frios.
As vestimentas
mais comuns aos índios brasileiros “não civilizados” ou com pouco contato com a
sociedade são a tanga, o saiote ou os cintos que lhes cobrem o sexo, feitos de
penas de animais, folhas de plantas, entrecasca de árvores, sementes ou
miçangas. Estas últimas, muito apreciadas, foram sempre objeto de troca entre
os povos primitivos e os colonizadores e viajantes. No século XIII, Marco Pólo já as
espalhava pela Ásia, cabendo aos portugueses e espanhóis difundi-las entre os
ameríndios.
Em algumas
tribos, desde o século XIX, as mulheres usam lençóis ou colchas dealgodão enroladas
em torno do busto, numa vestimenta semelhante a uma túnica. De uma maneira
geral, a vestimenta para o indígena não está associada a aspectos morais.
Os índios
brasileiros usam muitos adornos e pinturas corporais. Os adereços são
confeccionados com plumas de aves - como arara, gavião, papagaio, tucano, guará
-, sisal, pedras, dentes, unhas, garras e bicos de animais, sementes. As
vestimentas adornadas, principalmente com plumas, são geralmente utilizadas em
ocasiões especiais, ritos e comemorações.
Os Tupis foram os índios que mais se esmeraram na arte plumária. Por terem logo aprendido a técnica da tecelagem com fio de algodão, seus adornos eram feitos sobre faixas e redes de tecido. Outros grupos usavam mais o trançado de fibras ou armação de palha.
As plumas são utilizadas de duas maneiras: para a colagem de penas no corpo e para confecção e decoração de tangas, cocares ou diademas, colares, pulseiras, brincos, ornamentos nasais, labiais e auriculares, máscaras, enfeites de cabelo, coifas (tipo de chapéu) com tapa-nuca, mantos.
Entre os índios Bororos predominam os diademas de penas azuis de arara, que se tornaram um estilo característico do grupo. Os Maués preferem os adornos plumários com predominância de tons verdes sobre fundo vermelho e entre os Carajás é usual os ornamentos em forma de leque sobre a cabeça.
Os Tupis foram os índios que mais se esmeraram na arte plumária. Por terem logo aprendido a técnica da tecelagem com fio de algodão, seus adornos eram feitos sobre faixas e redes de tecido. Outros grupos usavam mais o trançado de fibras ou armação de palha.
As plumas são utilizadas de duas maneiras: para a colagem de penas no corpo e para confecção e decoração de tangas, cocares ou diademas, colares, pulseiras, brincos, ornamentos nasais, labiais e auriculares, máscaras, enfeites de cabelo, coifas (tipo de chapéu) com tapa-nuca, mantos.
Entre os índios Bororos predominam os diademas de penas azuis de arara, que se tornaram um estilo característico do grupo. Os Maués preferem os adornos plumários com predominância de tons verdes sobre fundo vermelho e entre os Carajás é usual os ornamentos em forma de leque sobre a cabeça.
O adorno de
plumas é um privilégio dos homens. As mulheres, normalmente, usam pedaços
pequenos de penas coladas no corpo, com resina ou leite viscoso, formando um
tipo de mosaico.
A dança é
muito importante para os índios. Dançam enquanto preparam a guerra; quando voltam
dela; para celebrar um cacique, safras, o amadurecimento de frutas, uma boa
pescaria; para assinalar a puberdade de adolescentes ou homenagear os mortos em
rituais fúnebres.
Durante as
danças muitos usam máscaras, denominadas dominós, que lhes cobrem o corpo todo
e lhes servem de disfarce.
Confeccionadas
com estopa vegetal de entrecascas de árvores, são feitas de um só pedaço do
material, com exceção das mangas, sendo completada por um saiote de franja de
fibras. No parte do rosto, sempre com um desenho horripilante, com dentes à
mostra, não são nem abertos orifícios para os olhos, já que a estopa vegetal é
bastante porosa permitindo a visão através do tecido. São pintadas com as
tintas comumente usadas pelos índios: a fuligem de fundo de panela para a cor
preta, pasta de urucum para o vermelho e argila para a cor laranja ou amarela.
Há também máscaras menores feitas de cabaça e palha de buriti.
Os indígenas
encontram nos três reinos da natureza – vegetal, animal e mineral– material
para fabricar ornamentos como colares, pulseiras, braçadeiras e brincos. Mesmo
sem utensílios apropriados, eles levam anos burilando e perfurando pedras, como
o quartzo branco e seixos pequenos; aproveitam dentes, unhas, ossos, bicos e
penas de aves; costelas de cobra; conchas de caramujo, asas de besouros; caudas
de tatu-canastra; sementes de formas e cores diversas, tipos de taquara e
gravetos.
Os índios
também incorporam aos seus adereços qualquer objeto dos “civilizados” que eles
achem decorativos como chapinhas de metal, moedas e até cápsulas de arma de
fogo.
Além dos
adereços, é muito comum entre os indígenas brasileiros a pintura corporal que,
além da vaidade e do aspecto estético, em algumas tribos é usada como uma forma
de distinção de grupos sociais dentro de determinada sociedade indígena. O
material para essa pintura são tintas feitas com corantes vegetais, como o
urucum (vermelho); a coloração azul marinho quase preta, conseguida com o
genipapo; o pó de carvão que é utilizado no corpo sobre uma camada de
suco de pau-de-leite, e o calcáreo da qual se extrai a cor branca.
Seus corpos
são decorados com desenhos geométricos, alguns complexos e muito bonitos. A
escolha das cores para a pintura corporal é importante porque objetiva
transmitir ao corpo a alegria das cores vibrantes.
FONTESCONSULTADAS
CRULS, Gastão. Hiléia amazônica. 2. ed. São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 1955. (Brasiliana, v.6)
FIGUÊIREDO, Lima. Índios do Brasil. São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 1939. (Brasiliana, v.163)
MOURÃO, Noemia. Arte plumária e máscaras de danças dos índios brasileiros. São Paulo: Artes Gráficas Bradesco, 1971.
MOURÃO, Noêmia. Índio com viseira feita de plumas de japu, arara, gavião e flocos de penugem branca. Naringueira feitas de pena de gavião real. Grandes brincos, colar e braçadeiras completam o trativo cerimonial [Pintura neste texto]. In: ______. Arte plumária e máscaras de danças dos índios brasileiros. São Paulo: Artes Gráficas Bradesco, 1971. Estampa 10: Índios Borôro.
CRULS, Gastão. Hiléia amazônica. 2. ed. São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 1955. (Brasiliana, v.6)
FIGUÊIREDO, Lima. Índios do Brasil. São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 1939. (Brasiliana, v.163)
MOURÃO, Noemia. Arte plumária e máscaras de danças dos índios brasileiros. São Paulo: Artes Gráficas Bradesco, 1971.
MOURÃO, Noêmia. Índio com viseira feita de plumas de japu, arara, gavião e flocos de penugem branca. Naringueira feitas de pena de gavião real. Grandes brincos, colar e braçadeiras completam o trativo cerimonial [Pintura neste texto]. In: ______. Arte plumária e máscaras de danças dos índios brasileiros. São Paulo: Artes Gráficas Bradesco, 1971. Estampa 10: Índios Borôro.
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